Transgênicos: avanço descontrolado

As áreas plantadas com organismos genéticamente alterados avançam rapidamente, e o que é pior, sem ter controle ou regulação.
É o que nos traz a revista Carta Capital
desta semana. Segundo a matéria:

"A área global de plantações de produtos transgênicos cresceu 12 milhões de hectares no ano passado, ou 13% em relação a 2005, e atingiu 102 milhões de hectares. O levantamento, feito pelo Serviço Internacional para a Aquisição de Aplicações em Agrobiotecnologia (ISAAA, na sigla em inglês), diz também que 90% dos 10,3 milhões de agricultores que cultivaram organismos geneticamente modificados (GMs) são pequenos produtores de países em desenvolvimento. Só no Brasil, seriam 11,5 milhões de hectares de soja e algodão GM. Os números da entidade, entretanto, são questionados por ambientalistas. Lembram que nem o governo tem uma idéia exata do espaço ocupado por essas culturas no País."


Folha financia tucano

A empresa Folha da Manhã S/A, que edita o jornal Folha de S.Paulo, doou R$ 42.354,30 à campanha do tucano Paulo Renato Souza, que elegeu-se deputado federal nas eleições do ano passado.

A revelação foi feita nesta terça-feira (23) pelo jornalista Mino Carta em seu blog , após consulta à página do TSE na internet ( www.tse.gov. br). A doação foi feita em 27 de outubro, véspera do segundo turno e quando Paulo Renato já estava eleito.

Além da doação, a relação da Folha com o tucano pode ser conferida também no item despesa. Nesse grupo, Paulo Renato declara ter pago R$ 80.406,30 à empresa, a título de "publicidade por jornais e revistas".

Paulo Renato foi ministro da Educação do governo Fernando Henrique Cardoso e é um dos principais articuladores políticos do PSDB.

Em seu blog, Mino Carta questiona:

Por que a Folha fez doação a um candidato?

Por que a doação foi feita às vésperas do segundo turno, quando a campanha para deputado federal (caso de Paulo Renato) já havia sido decidida quatro semanas antes?
Quais os critérios utilizados pelo jornal na escolha de Paulo Renato?


Que garantias o jornal, tão cioso de sua independência e de sua linha pluralista, dá de que a doação não influencia o conteúdo editorial?

Humor


Autor: Angeli

5º Bienal de Arte e Cultura da UNE

Com o tema "Brasil-África: Um rio chamado atlântico" irá rolar entre os dias 27 de janeiro e 02 de fevereiro a 5º Bienal de Arte e Cultura da UNE na cidade do Rio de Janeiro.
A Bienal vem se consolidando como um dos principais espaços de articulação e expressão cultural dos estudantes no Brasil. E isto é ainda mais importante quando observarmos a dificuldade que o estudante brasileiro tem em expressar as suas manifestações artisticas e culturais. Pela importância que ao longo dos tempos a cultura tem tido no meio universitário, a bienal pode representar um importante canal de fomento e desenvolvimento cultural no meio estudantil.
Quem quiser mais informações, é só entrar no site http://www.une.org.br/bienal/

Surge a SIVUCA

Uma boa novidade surge na internet, é a rede SIVUCA (Sistema de Muvuca na Internet) que vem para combater o PUM (Pensamenento Unico da Midia).
A inicitativa idealizada pelo jornalista Luis Carlos Azenha, consiste em criar uma rede de blogs para troca de informações, links, etc. Para "divulgar, em rede, informações sobre as quais a grande mídia brasileira se calar".
A Aldeia Gaulesa já fez seu pedido de inclusão na SIVUCA, quem quiser saber mais a respeito, é só entrar no blog do Azenha (link ao lado).

VII Fórum Social Mundial

Se inicia a VII edição do Fórum Social Mundial em Nairobi, capital do Quênia. Cerca de 15 mil pessoas participaram neste sábado (20) da cerimônia de abertura. O principal objetivo não é conquistar mais solidariedade internacional a cerca dos problemas vividos na região, mas fortalecer o continente e seus movimentos.

Não é uma tarefa pequena, mas que necessita que se inicie o quanto antes. Ainda é cedo para se tirar as primeiras conclusões sobre esta edição do FSM. Mas o seu inicio, com todas as dificuldades possíveis, é promissor.

Acusado de chefiar quadrilha, Jungmann tenta barrar investigação

Os procuradores da República José Alfredo de Paula Silva e Raquel Branquinho afirmaram hoje que o recurso do deputado Raul Jungmann (PPS-PE) contra a ação de improbidade administrativa demonstra que "que ele não deseja ser investigado, processado e julgado pela Justiça Brasileira".
A Procuradoria da República no Distrito Federal entrou com ação contra Jungmann, acusado de comandar um esquema de desvio de recursos do Incra (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária). Segundo a Procuradoria, o esquema desviou R$ 33 milhões de recursos públicos.Em reação, a defesa do parlamentar entrou no STF (Supremo Tribunal Federal) com o argumento que o trâmite da ação na Justiça Federal usurpa a competência do Supremo para julgar o deputado, que tem a prerrogativa do foro privilegiado. Jungman era ministro do Desenvolvimento Agrário na época das irregularidades apontadas na acusação da Procuradoria.Segundo os procuradores, a questão do foro privilegiado já foi superado por uma decisão anterior do próprio STF, que declarou inconstitucional a lei 10.628/2002, a respeito dessa prerrogativa em ações por improbidade.Silva e Branquinho afirmam que, ao julgar o recurso do deputado, o Supremo vai decidir é se um agente público pode ser processado e punido pela Lei de Improbidade.Na interpretação dos procuradores, "caso prevaleça a tese da não aplicação da lei de improbidade à agente político, o estímulo à corrupção será a conseqüência natural".Eles afirmam ainda que, caso o STF defira a liminar pedida pelo advogado de Jungmann, o processo será paralisado e que a Justiça não vai analisar nenhum elemento apresentado pelo Ministério Público Federal contra o deputado.
Ou seja, o Deputado que esteve sempre com grande presença na mídia como baluarte da "ética" na política não aceita que seja investigado, lembrando aquela máxima do "faça o que eu digo, mas não faça o que eu faço".

Com informações das agências

Uma homenagem a um campeão

Hoje comemora o seu 65º aniversário de uma figura que tornou-se lendária em todo o mundo, tanto pelos seus feitos no esporte quanto pela sua atuação política, que é o boxeador Muhammad Ali. Sua carreira esportista despontou aos 18 anos de idade, em 1960, quando foi campeão olímpico.

Depois das Olimpíadas passou para o boxe profissional e, após vários combates exitosos na categoria dos pesos pesados, chegou à condição de desafiar o temido "Sonny" Liston, o campeão mundial pelo WBC. Numa das maiorres lutas de todos os tempos, travada em 25 de fevereiro de 1964, Cassius Clay nocauteou "Sonny" Liston no sétimo round. A foto ao lado registrou a incontida euforia de Clay imediatamente após o árbitro ter encerrado aquela histórica luta. Em 1967, passou a ser o undisputed champion ao derrotar Ernie Terrel que detinha o título de campeão mundial pela WBA.

O ano de 1967 foi muito importante na vida de ALI. Além de chegar ao topo de sua carreira pugilística, converteu-se ao islamismo, renegou seu nome de batismo que dizia ser um nome de escravo, adotou o nome Muhammad ALI e, aproveitando o espaço que os meios de comunicação lhe dava, iniciou sua vida de lutas pelos direitos humanos e civis. Como consequência, negou-se a atender a convocação do exército americano para lutar no Vietnam. Foi processado pelo exército, destituído de seus títulos de campeão mundial de boxe e condenado a cinco anos de prisão. Apelou dessa condenação e, em 1971, conseguiu seu anulamento pela Suprema Corte Americana.

Muhammad ALI hoje é um dos mais queridos e homenageados desportistas, tanto por seus feitos como boxeador como por suas campanhas em favor dos direitos humanos e civis. Todo o reconhecimento é pouco.



(citação livre de http://www.boxergs.com.br/espec1.htm )

Metrô de SP: uma tragédia anunciada

O acidente nas obras da linha 4 do Metrô de São Paulo, na sexta-feira (12), que vitimou oito pessoas (duas delas já encontradas sem vida, as demais permanecem desaparecidas), pode ter sido resultado de um processo que vem sendo denunciado há muito pelo Sindicato dos Metroviários de São Paulo.
O consórcio Via Amarela, formado pelas empreiteiras Odebrecht, OAS, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e Andrade Gutierrez, venceu em 2003 uma licitação aberta pelo governo estadual, então liderado pelo tucano Geraldo Alckmin. A licitação, que permitiu ao consórcio executar as obras da linha 4 do metrô, foi feita no sistema "turn key", no qual a contratada é responsável por todas as etapas da obras. Sendo assim, o consórcio acumula as funções de execução da obra e de fiscalização, tanto técnica quanto financeira.
Desde sua fundação em 1968, esta é a primeira obra do Metrô em que o corpo técnico da empresa foi completamente alijado do processo. "Nossos técnicos têm reconhecimento internacional. Antigamente, a empreiteira era contratada e os técnicos do Metrô acompanhavam, dando aval ou não sobre os avanços da obra. Agora, somente quando as obras estiverem concluídas é que os técnicos terão acesso à sua estrutura", diz Manuel Xavier, diretor de comunicação do Sindicato dos Metroviários.
Xavier afirma que as empreiteiras costumavam se queixar do rigor dos técnicos do Metrô. "Eles trabalham com a lógica do mercado, evidentemente, querem o lucro, então tentam concluir tudo o quanto antes e com o menor custo", conclui Xavier.

A exploração da linha 4 do Metrô por empresas privadas foi alvo de mobilização da categoria dos metroviários, contrária à privatização do sistema de transporte." O Metrô, e os demais transportes, são um bem público. Não podem ser submetidos à lógica do mercado", defende o dirigente sindical.

"Em março de 2005, quando ocorreram os primeiros acidentes, pedimos uma audiência pública na Assembléia Legislativa de São Paulo para que o governo estadual e a direção da Companhia do Metropolitano (Metrô) explicassem o porquê de tantos acidentes, mas ambos acharam que a questão não era relevante", denuncia Xavier.
Após os primeiros acidentes, o sindicato pediu ao Ministério Público que investigasse as causas. As investigações foram iniciadas, mas, segundo Xavier, "não foram ágeis o suficiente para evitar a tragédia da última sexta-feira". Com o início das obras, algumas casas nas imedições do bairro de Pinheiros (Zona Oeste), sofreram afundamentos, rachaduras e até desabamentos parciais.
Cientes disso, no dia 28 de abril de 2006, os deputados estaduais Simão Pedro (PT) e Nivaldo Santana (PcdoB) enviaram à Procuradoria Geral da Justiça de São Paulo uma representação para a imediata apuração dos "danos à ordem urbanística", que colocavam em "risco a segurança, integridade física, saúde e vida" dos moradores da região. (http://www.brasildefato.com.br/)

Humor


Autor: Quino

Elogio do romance

Em tempos de incertezas e conflitos permanentes (hoje deve desembarcar no Iraque mais 20 mil soldados americanos), a dimensão criativa também é objeto de disputa.
 Ainda mais quando se fala no campo da literatura. Onde observamos um mercado editorial muitas vezes mais preocupado com os "best-sellers" e com o lucro imediato, deixando a qualidade em um plano secundário. Mas mais do que isso, a um debate sobre a própria forma com que se pensa a produção (e a re-produção) da cultura. E essa é um elemento a se levantar em oposição a visão belicosa ou financeirizada da vida.
Carlos Fuentes, em um belo ensaio que pode ser acessado aqui na integra, nos traz importantes considerações, sobre a dimensão do romance e da própria humanidade, onde "A humanidade triunfará. Ela o fará porque, apesar dos acidentes da história, o romance nos diz que a arte nos restaura a vida, a vida que a história, em sua precipitação, desprezou".

Que nova estratégia para o Iraque?


" O presidente George W. Bush vem proclamando desde há um mês que está à procura de uma "nova estratégia" para a "vitória" no Iraque, e que está a fazer consultas amplas sobre que estratégia deve ser essa. Dadas todas as pistas e informações que chegam, são poucos os que estão de respiração suspensa à espera do discurso presidencial que vai revelar as suas decisões. A nova estratégia promete ser a velha estratégia, talvez com a diferença de um pequeno aumento de tropas americanas em Bagdad."
Estas são algumas das colocações que Immanuel Wallerstein nos tráz em bom artigo que pode ser lido na integra aqui

Com 12,5%, Cuba tem o maior crescimento da América Latina em 2006


Neste ano de 2006, Cuba consegui atingir os maiores indices de crescimento do continente latino americano. Atingindo a marca de 12,5%, o que a imprenssa brasileira, de um modo geral, pouco ou nada noticiou.
Mas é um crscimento com limites, que o próprio governo cubano tem apontado, pois a demanda por crescimento em Cuba muito grande, que exigiria um crescimento ainda maior, bem como um incremento ainda maior na distribuição e elevação da qualidade de vida do povo cubano.
Para saber mais, leia a matéria publicada aqui o texto é em espanhol.

A rua diferente

Na minha rua estão cortando árvores

botando trilhos

construindo casas.


Minha rua acordou mudada.

Os vizinhos não se conformam.

Eles não sabem que a vida

tem dessas exigências brutas.


Só minha filha goza o espetáculo

e se diverte com os andaimes,

a luz da solda autógena

e o cimento escorrendo nas formas.


Carlos Drummond de Andrade

Venezuela avança na superação do neoliberalismo


Esta semana tomou posse o novo governo venezuelano, liderado por Hugo Chavez, após uma vitória de mais de 60% dos votos. Em seu discursso de posse, no último dia 08, dá sinais do que se apresenta no horizonte do futuro governo. Apontando para uma série de medidas para aprofundar a superação do neoliberalismo e a construção do que Chavez tem denominado "o socialismo para o século XXI".
São medidadas importantes, que vão desde a nacionalização de setores estratégicos para o país, como os setores elétrico e telefônico, indo para medidas de caráter mais simbólico, como uma profunda reforma da Constituição, para criar a "República Socialista da Venezuela" e substituir assim o nome oficial de "República Bolivariana da Venezuela", adotado na Constituição de 1999.
Ações de caráter eminentemente popular que devem dar um impeto ainda maior no processo de superação das desigualdes e de construção de uma sociedade de outro tipo. Acho que não deve-se esperar um processo de soluções "mágicas",como muitas vezes alguns setores da esquerda costumam a esperar de processos similares. Contradições, recuos e erros são possíveis e até mesmo compreensíveis, se levarmos em conta o tamanho das tarefas que se apresentam. Mas os primeiros passos estão sendo dados, o que ja é formidável.

Equador: sinais de mudança


No equador se inicia nova e importante caminhada para os povos latino-americanos. Rafael Correa, após a sua expressiva vitória eleitoral, preparasse para iniciar a construção de uma verdadeira vitória política para o povo, ao anunciar o compromisso pela realização de uma Assembléia Constituinte.
Mesmo já antevendo que enfrentará uma forte oposição no Congresso e no Tribunal Supremo Eleitoral, contra a qual ele não descarta incentivar mobilizações populares.
A Carta Maior nos traz uma boa reportagem sobre o tema, que pode ser acessada aqui

Humor

Artista: Angeli
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Violência no Rio


Mal o ano de 2007 se inicia e vemos uma "nova onda" de violência tomar conta dos noticiários da grande imprensa. Desta vez não foi o PCC em São Paulo o responsável pelo pânico na imprensa, mas venho do Rio de Janeiro a nova leva de violência.
As semelhanças entre os acontecimentos (incêndios de ônibus e ataques a delegacias) levaram alguns comentaristas a precipitadamente a levantar uma suposta articulação destas ações, como se estivéssemos a presenciar o surgimento de uma grande organização criminosa nacional a partir dos presídios brasileiros, quase que um "império do mal". Não é algo que possamos descartar de imediato (apesar dos contornos fantasiosos desta teoria), parecendo-me temerário fazer um paralelo direto entre o que ocorreu o ano passado em SP e os fatos de agora.
Primeiramente, tem que se levar em conta as peculiaridades locais. No Rio, que pese a situação crítica da segurança pública no estado, ela não possui as mesmas características de SP, a começar pela própria situação dos presídios paulistas. Através das políticas do tucanato paulista, vimos apenas se agravar um quadro de desrespeito aos direitos fundamentais dos presos, onde as "terceirizações" nos presídios já são uma realidade, além da falta total de uma política preventiva a criminalidade. Não que esta seja uma situação exclusiva de São Paulo, mas é neste estado onde esta situação foi levada ao seu extremo. Foram estas políticas desastradas que propiciaram que uma organização como o PCC viesse a ter a força e o nível de organização que tem.
O pior, no entanto, é a falta de perspectiva de uma política que de fato enfrentasse as raízes destes problemas. Por enquanto, o que temos visto é uma imprensa que a todo instante se preocupa em instalar um clima de terror na população, dando um tom sensacionalista a cobertura destes tristes acontecimentos. Infelizmente, os novos governantes apressaram-se em dar respostas no mesmo tom, chegando a classificarem como "terrorismo" o que ocorreu.
O maior problema é que, quando se envereda para este terreno, as "soluções" tendem a gerarem problemas ainda maiores. Se alguma dúvida há quanto a isto, basta pegarmos o exemplo de como Bush lidou com este "tipo" de problema. O Brasil não necessita de políticas "anti-terror", e sim de uma política que de fato previna este tipo de ação. O que não combina com nenhuma solução "mágica", mas sim com um trabalho de longa duração, com resultados por vezes de menor visibilidade (o que para alguns políticos é um problema) mas com efeitos duradouros.

Manifesto

Em um mundo onde a hegemonia do capital se faz sentir pesadamente sobre a vida das pessoas e que, atualmente, revestindo-se da "máscara" do neoliberalismo, tem buscado apresentar ares de vitória absoluta. Onde nada mais teria para se mudar, onde a história teria chegado ao seu "fim".
Pelo contrário, acredito que a disputa está aberta, em condições por vezes desfavoráveis, mas que de forma alguma pode se dar por encerrada a "partida''. Muito pelo contrário, as contradições e injustiças que já motivaram tantos lutadores e lutadoras a enfrentar este sistema, permanecem atuais. A alteração deste quadro só será possível por obra da maioria excluída do sistema, como bem nos coloca Marx, acabando com o poder da classe dominante, construindo um novo poder, reorganizando a sociedade para eliminar a exploração do Homem pelo Homem. Para acabar com qualquer tipo de opressão ou preconceitos. Para construirmos uma sociedade justa, humanitária, onde os homens mulheres, sejam donos do seu próprios destinos e não reféns do dinheiro e da ganância. E esta emancipação não será possível sem haver um esforço permanente de construção deste processo. Onde a formação e a informação assumem um papel central.
Se está já era uma verdade nos primórdios da luta revolucionária contemporânea (Marx e Engels, por exemplo, dedicaram grandes esforços no incentivo a imprensa operária), hoje, com a diversificação e aprimoramento dos meios de comunicação esta disputa se faz ainda mais necessária. Ainda mais se falarmos em termos de Brasil, onde temos uma concentração absurda dos meios de comunicação de massa nas mãos de poucos, onde a "industria da desinformação" tem buscado interferir diretamente nesta disputa, indo para além do "papel" que ela apregoa ter, que seria o da "informação isenta".
Para romper esse cerco, somente com radicalização da democracia, com a proliferação dos meios de comunicação, com a democratização dos meios de comunicação de massa e com a facilidade de acesso aos meios de comunicação. Nisso, parte da solução do problema passa por ações de governo, mas outra parte passa pela auto-organização popular. Pela construção de veículos de informação alternativos, que cumpram um papel informativo e de construção de consciência crítica.
E na internet se vislumbra, ainda que com limitações, uma possibilidade de se romper este "cerco". É com está idéia que nasce a "Aldeia Gaulesa". O nome desse blog sintetiza um pouco deste espírito, pois em tempos de hegemonia neoliberal, um blog em um "mar" de milhares de outros "sites, blogs, etc." pode aparentemente não representar muita coisa. Mas, como nos ensinam os quadrinhos geniais dos franceses Uderzo e Goscinny, as vezes uma pequena aldeia gaulesa pode desafiar um poderoso império como o dos Romanos.
Assim como aqueles irredutíveis gauleses, este blog pretende ser mais uma "pedra no sapato". Ajudando no esforço de difusão de informação e de formação política de todos e todas aqueles que acham que a história não se encerrou e que temos um mundo a construir.