"Comunismo, Hipnotismo e os Beatles."


O chamado "anti-comunismo" teve seu auge principalmente no período da chamada "Guerra Fria", onde a disputa entre os EUA e a URSS não se restringiam apenas ao terreno geopolítico, mas possuía uma importante disputa cultural entre os defensores do "capitalismo" e do "comunismo".

Não apenas de renomados acadêmicos e políticos se deram este embates. Nos subterrâneos desta disputa, se produziram algumas bizarrice notáveis. Um exemplo disso é o livro de 1965 intitulado "Comunismo, Hipnotismo e os Beatles."

Com a autoria do líder religioso e escritor norte-americano David A. Noebel, ele denunciou em seu livro que o surgimento da "Beatlemania" era o resultado de um plano de doutrinação comunista via hipnose!!!

Mesmo os Beatles sendo britânicos (país aliado dos EUA) e pouco afeitos a manifestações políticas naquele momento, para o reverendo Noebel, o rock, a música popular entre a juventude, não passava de uma conspiração soviética para a lavagem cerebral da juventude americana.

Para provar sua teoria, são arrolados argumentos conspiratórios delirantes. Por exemplo, ele afirmou que as gravadoras comunistas invadiam as ondas de rádio, através de suborno, e com isso conseguiam infectar os jovens com música "não-cristã" (Sic)!

Apesar de toda a excentricidade desvairada dos argumentos anti-comunistas do reverendo Noebel, sua obra acabou ganhando relativa popularidade e teve influencia em alguns críticos conservadores do rock.

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