O que pode ser pior que o Bolsonaro?


Sempre me questionei qual o limite para o discurso de ódio que tem ganhado força neste último período. A fala do Deputado Bolsonaro evocando a prática do estupro demonstrou que não existe tal limite.

O fundo do poço sempre pode ser mais fundo!

A irracionalidade da extrema-direita está pronta para defender o indefensável para além do humanamente aceitável.



Toda a solidariedade a Deputada Maria do Rosário e a todas e todos os cidadãos que sentiram-se atingidos e estão indignados com as repetidas manifestações abomináveis do deputado.

Optei por não escrever imediatamente após os fatos ocorridos, para evitar extravasar para além do publicável minha revolta. Tantos já escreveram com maior e melhor propriedade que sinto-me contemplado.

As imediatas reações da sociedade civil e das forças políticas progressistas demonstram que nem tudo está perdido. Que ainda que graceje de uma relativa capilaridade, afinal Bolsonaro sagrou-se o deputado federal mais votado do RJ, a maioria da população não postula do mesmo ódio exacerbado.
As suas posições de extrema-direita contra tudo e qualquer coisa que escape aos estreitos limites de seu "mundinho" preconceituoso e atrasado, segue ainda congelado em uma mentalidade dos tempos da Guerra Fria, repaginado por uma esperteza oportunista de buscar criar "falsas polêmicas", ao defender o indefensável, como forma de ganhar seus fartos espaços midiáticos.

Seja como figura folclórica para alguns ou como "messias" de certas seitas de extrema-direita que pipocam em alguns subterrâneos das grandes metrópoles brasileiras, Bolsonaro é a expressão política do que à de pior no Brasil.

Não gastarei mais linhas para falar neste sujeito, esperamos apenas que os processos abertos para exigir sua cassação tenham sucesso e que o parlamento brasileiro não tenha mais esta excrecência em sua tribuna. Infelizmente sabemos dos limites de nosso congresso nacional, marcadamente conservador e pouco afeito a apelos populares, mas seguramente Bolsonaro ultrapassou qualquer limite, aguardemos...

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